Sorveteria Calebito chega ao Rio de Janeiro
Fundada há cinco anos em Macaé, no Norte Fluminense, a sorveteria artesanal Calebito chega ao Rio de Janeiro neste mês de outubro com uma nova loja no Casa & Gourmet Shopping, na Rua General Severiano, em Botafogo. Hoje renomada na região, a sorveteria surgiu por conta da demanda de empreendimentos desse tipo na cidade e, a pedido do público e de empresários, a primeira franquia foi vendida três anos depois. Hoje, são dez unidades nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Com uma produção artesanal diária baseada na culinária brasileira e em receitas afetivas, a Calebito ficou famosa pela criatividade e qualidade de seus sabores autorais.
O sorvete “Ninho Com Morango”, feito com leite Ninho, ganache de chocolate branco e geleia caseira de morango, é um dos sabores preferidos dos clientes e o mais vendido na unidade de Macaé. Os best-sellers da marca variam de acordo com o lugar e cultura da loja, com o “Camafeu”, feito de nozes e doce de leite, como favorito em Niterói, e “Pistache”, em Vila Velha, Espírito Santo. Os preços das casquinhas variam entre R$19 e R$27, e os copos custam a partir de R$17. A produção artesanal é padronizada e acompanhada por nutricionistas que garantem a segurança alimentar em processos de etiquetagem e controle de produtos.
Além dos sabores fixos, o cardápio conta com receitas especiais lançadas em datas comemorativas. No último Dia das Crianças, a Calebito anunciou dois sabores pensados para o paladar infantil, Nesquik e Picolé de Uva. Para a chegada ao Rio de Janeiro, a marca preparou um sabor inédito de Brigadeiro, exclusivo da loja de Botafogo. A proprietária e mente criativa por trás dos sorvetes Patrícia Luziê, 45 anos, é a responsável pelo desenvolvimento dos sabores e realiza testes de novas combinações enquanto estuda para criar os especiais.
“Eu testo texturas, dulçor, percentual de gordura. Estudo muito, tenho lido muito sobre doces e sempre pesquiso em minhas viagens. Escuto os clientes, que pedem sabores diferentes, pergunto às mulheres à minha volta que tipo de doce elas gostam e mais fazem. A partir disso, vejo se é possível criar um sorvete que traga uma memória afetiva”.
Junto à valorização do produto, a Calebito, que tem o nome inspirado no filho da Patrícia, que se chama Calebe, também é conhecida por promover uma boa experiência ao cliente. A primeira loja, na praia dos Cavaleiros, em Macaé, chega a atender aos fins de semana 2 mil clientes por dia. Em média, 1.300 bolas de sorvete são vendidas, diariamente, na unidade. Por causa do cuidado com o consumidor e qualidade do produto, Juliana Teixeira, 26 anos, é fiel não só à loja, mas também à marca Calebito.
“Venho pelo sabor e pela hospitalidade. Prefiro tudo que é de Macaé, então sempre dou prioridade à Calebito. Já fui à franquia de Niterói e achei tão boa quanto a daqui. Trago pessoas de fora para conhecer e eles dão credibilidade ao que eu falo”.
No início da expansão e da abertura da franqueadora, manter a qualidade era o ponto de maior cuidado dos proprietários. A montagem da fábrica da Calebito padronizou a produção nas franquias, que continua artesanal. O franqueado, que tem metade da receita dos sorvetes, recebe uma base de ingredientes secos e, na loja, mistura os líquidos a partir de uma ficha técnica. Para Patrícia, a fábrica é parte essencial da manutenção da essência da marca.
“Quando a gente decidiu franquear, não queríamos perder o que temos na loja, não queria automatizar. Eu precisava que o mesmo sorvete que você toma aqui, você tome em qualquer outra loja. A gente montou uma estrutura e o franqueado recebe um treinamento”.
A chegada à capital já atrai olhares de investidores que veem na marca um bom negócio. O crescimento se estende e, ainda neste ano, serão inauguradas lojas no centro de Macaé, em Araruama, Petrópolis e mais uma no Rio de Janeiro, no NorteShopping, Cachambi. Para o ano que vem, a previsão é do lançamento de novas unidades e de uma fábrica maior.
“O fato de estarmos crescendo dessa forma mostra nossa força, e pessoas começam a querer dar aporte financeiro. A gente já tem outros convites para o Rio, mas não queremos abrir por conta própria, temos que dividir essa operação. Queremos ampliar a fábrica para que possamos produzir cada vez mais os nossos próprios insumos. O objetivo é uma experiência alimentar melhor e levar coisas boas para as pessoas”, diz Patrícia.
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